EU SIMPLESMENTE SOUBE

Por: Marcella Brafman

Seria mais fácil se nosso destino já viesse traçado. Mas talvez não seja assim. Relaxaríamos e aproveitaríamos com mais facilidade os amores errados. Por só, e somente, por curtição. Não insistiríamos em manter na nossa vida a pessoa que nunca liga, nunca responde a mensagem ou sempre tem uma desculpa esfarrapada na ponta da língua. Deixaríamos essa pessoa pra lá. “Está traçado, só preciso ter calma, uma pessoa companheira, legal e feita para mim vai chegar”. Mas não é assim. O destino é um acaso. E talvez a vida seja desvendar os momentos certos.
Refleti isso porque me lembrei de algo que minha tia me contou. Ela é muito inteligente e se casou com um cara tão bacana quanto ela. Perguntei em que momento ela soube que era ele. “Eu simplesmente soube”, ela respondeu. São casados há muito anos, tiveram filhos incríveis e a família (não é porque faz parte da minha) é muito companheira.

Para simplesmente saber que a pessoa que chegou é a certa ou um grande amor, infelizmente não tenho a fórmula. Veja só minha tia, que achou o amor do outro lado do mundo e é apaixonada há tantos anos. Nem ela soube me explicar.

Até chegar nesse saber, vamos achar várias vezes. Quebrar a cara, cair, levantar. Jurar por Deus que não vamos nos esforçar tanto de novo. E tentar mais uma vez. Só mais uma vez. E mais duas, três… Acredito que se algo começa com um pensamento de “talvez”, dificilmente será de verdade, pleno, intenso, com defeitos e compreensões na medida saudável que o sentimento tranqüilo pede. O que vale a pena, precisa nos dar algum motivo para acreditar. Amores difíceis quase nunca dão.
Entende?

Vamos “simplesmente saber” quando pararmos de procurar o perfeito, traçado de uma forma totalmente tola pela nossa imaginação. É aí que está o timing do destino que falei. E para perder ele, basta acreditar que o que está na nossa frente nunca é o suficiente.

Escrevo para as mulheres que imaginam demais. Eu também sou assim. Não as culpo, é nosso maior defeito de fábrica. Não nos permitimos sentir porque o que imaginamos é muito melhor. É difícil entender que isso que queremos só existe na nossa cabeça. Abrir os olhos para a realidade pode ser cruel. Mas também pode ser uma delícia.

Procurar sempre pelo perfeito é sabotar o tempo certo do destino. Abra mais olhos, não perca o timing. Não perca a pessoa legal e interessante que investe na sua companhia. Esse cara pode não ser o homem ideal que a sua imaginação traçou, mas é o homem que gosta de você. Que quer cuidar de você.
Depois que relaxar dessa busca desenfreada, eu tenho certeza, você vai simplesmente saber. E jamais saberá explicar como aconteceu. O amor tem disso de ser totalmente surreal.

É por isso que a gente só sente e não consegue explicar. Porque a gente simplesmente sabe.

”SERÁ SÓ IMAGINAÇÃO” :

Por: Aline

Alguém sabe onde a gente aperta pra esse mundo parar de rodar um pouquinho? Sério, tô meio tonta. Hoje minha vida está uma bagunça muito grande. Eu tenho essa mania ridícula de atropelar coisas e pessoas com minhas atitudes e tudo vai ficando meio desorganizado. Falo de palavras, de gestos, de coisas que eu deveria parar de fazer. A gente vai vivendo de um jeito meio egoísta em achar que só a gente merece ser feliz e acaba esquecendo um pouco das pessoas que, de uma forma ou de outra, fazem parte de toda a bagunça.

Sabe o que impressiona? A gente não quer mudar. Eu não quero mudar. Dá trabalho, é desgastante, não é pela gente. Deixa isso pra lá, joga debaixo do tapete. Finge que não viu. Não conta pra ninguém. Não funciona comigo. Sou meio barulhenta, espalhafatosa, grito quando deveria ficar quieta – fico quieta quando deveria gritar. Mas quem se importa? Deixa os outros, aqueles que não pagam nossas dívidas pra lá. Não, não funciona assim. Gosto dos pingos nos i’s. Gosto de gente decente, que se importa, que não pensa só no próprio umbigo – mesmo que às vezes eu não faça isso. É meio egoísta de novo pensar assim. Mas eu nunca disse que não era.

A música não tem relação com o post. Ela só está martelando na minha cabeça desde ontem.

NA TUA

Por: Gabito Nunes

Calma. Espera. Deixa eu organizar o que quero dizer. Assim. Aquele domingo, lembra? Fui buscar pão e geleia de morango, e pedi emprestado seu MP3 player para distrair meu caminho. Talvez através da sua seleção eu soubesse melhor quem você é. Sei que eu comentei algo idiota sobre uma suposta vontade de me enforcar após ouvir sua listagem e você, meio brabo, grosso e arredio, disse “se você está com vontade de comer uma torta de morangos deve procurar uma confeitaria, e não um açougue” e blá-blá-blá. Tudo bem, não está mais lá quem falou.

 

Só que eu estou aqui. Querendo saber mais coisas remotamente pessoais sobre você sem que uma expressão de pavor cruze seu rosto. Então, com quantos anos você perdeu a virgindade? Já foi a algum show do Whitesnake? Você teve sarampo quando criança? Você foi criança um dia, não foi? Como vai sua mãe? Você me quer apenas como sua garota de final de semana? Eu quero mais.

 

Eu sei o que você vai dizer. Mentira. Não sei. Mas gosto de fantasiar alguma coisa mais ou menos parecida com “Já estamos juntos desde sexta-feira, não estamos? Você ainda quer que eu fale? Desculpe, baby, isso já é pedir demais. Pensei que minhas intenções estivessem implícitas”. Aquele seu jeito seco e ao mesmo tempo delicado de esfregar a suas razões na minha cara. Odeio quando você está certo, coisa que acontece quase o tempo todo. Além do mais, não é justo. Você já me viu meio embriagada, sentada no meio-fio, chorando de saudades da minha mãe.

Enfim, em três meses você me viu chorando 43% do volume esperado para o ano inteiro. Mas é que, sei lá. Isso tudo, todo esse medo do nada-acontecer ou do tudo-acontecer-rápido-demais tem me deixado cansada. Nada de mais. Você sabe montes de coisas sobre mim, muito porque sou tagarela, coleciono tiques nervosos e acho que está sempre faltando um algo mais – por que se contentar com o ótimo, se pode ficar perfeito? Vocês meninos têm disso? Tipo, quando jogam videogame, desmontam motores ou fazem fogo, vocês trocam ideias, buscam saber o que o amiguinho acha a respeito disso e daquilo? Tudo bem, eu sei que não. Pode ficar aí, na tua, quieto, não se faz necessário reunir forças para mover lábios e cordas vocais para responder qualquer coisa que seja. Não quero incomodar, mas, vai, solta pelo menos um muxoxo ou me manda calar essa maldita boca.

Passear pela calçada contigo tem a mesma sensação de ir a um bom restaurante concorrido. Na sua testa está escrito RESERVADO, e eu espero de verdade que o lugar seja meu. Sabe, eu tenho adorado sentar à sua mesa e experimentar sua comida bonita, colorida, aromática, sedutora e cheia de sabor. Nunca me importei muito com a receita, os ingredientes e a forma de preparo. De todos os locais onde jantei, todas as vezes evitei descobrir ratos e baratas e outras guarnições escrotas nos bastidores daqueles idiotas. Eu não queria me decepcionar. Mas contigo é diferente. Eu preciso saber. Como vou saber se estou pisando em ovos se você não me convida para conhecer sua cozinha?

Me diz alguma coisa, vai. Me fala tudo aquilo que eu ando louca pra ouvir da sua boca. Sussurra, então. Ou me ensina a receptar telepatia, essa língua que só os inteligentes e evoluídos e incógnitos e brancas-nuvens conseguem decifrar. Porque eu já estourei minha cota de intuição. Diz que me adora, que gosta de mim, que sente saudades minhas e uma vontade insana de me ver em plena quarta-feira. Sei que não muda nada, mas eu preciso ouvir. Ou isso, ou eu pego minha bicicleta e dou o fora daqui. Agora. Sabe, não está dando muito certo, às vezes eu me sinto meio o Dick Vigarista gritando para o Mutley fazer alguma coisa. E você só olha meu desespero patético e fica rindo. E então? Como vai ser?

Desisto. Eu acho, às vezes, que seria mais produtivo perseguir pombos em praça pública. Bem, eu só queria dizer que, apesar desse seu jeito todo iceberg de ser, eu te acho um rapaz incrível. Você é o melhor ser humano entre os piores que já conheci. Ou o pior entre os melhores. Não sei. Sei que eu inexplicavelmente estou na tua e você sabe disso. Não dá bola, assim que meu ataque trevoso de angústia cessar, eu sei, não vou me importar nem um pouco se você ficar na tua, se você não ligar de me aturar falando pelos cotovelos, deitada do teu lado.

ERA BONITO:

Por: Bruna Vieira

Era bonito. Você escutava o que eu falava com uma paciência que poucos antes de você tiveram. E me abraçava quando as palavras acabavam e eu tinha que engolir o choro, porque continuavam esperando que eu fosse forte – de um jeito que eu nunca fui de verdade. Nós dois entrávamos numa sintonia ali naquele abraço, numa promessa silenciosa, não de pra sempre, mas de momento. “Eu estou aqui agora” – e isso era grande coisa. Uma coisa enorme. Simples, fácil, leve, bonita. Talvez, uma das coisas mais bonitas com as quais já esbarrei nos meus poucos anos de vida.

Você me apoiava. Não precisava me entender, concordar ou acreditar em mim. Você me apoiava porque dizia que me queria feliz. Um sorriso no rosto e um coração alegre. Lembra? Era o que você sempre dizia que eu deveria ter, quando, cansada, eu queria desistir da vida e jogar todos os meus sonhos para o ar. Você segurava minha mão, me fazia respirar fundo e repensar todas as minhas decisões. Dizia que eu tinha que ser menos radical nas minhas escolhas. Que tinha que ir com mais calma. Ter mais serenidade.

Era reconfortante. Você tinha um jeito só seu de entender minhas dores sem que eu precisasse explicá-las. E, quando viu minhas feridas, correu para a farmácia mais próxima para arranjar todos os curativos possíveis para que eu me livrasse das cicatrizes. Você me pegou aos pedaços, trouxe a cola e juntou pedaço por pedaço. Me colocou em pé outra vez, como se eu nunca tivesse caído.

Você me falou verdades que eu não queria ouvir. Me disse quando eu deveria parar. E avisou quando eu deveria continuar indo em frente. Você me ensinou e prestou atenção também nas minhas lições. Discutiu – sem me menosprezar – política, futebol e religião. Você assistiu aos jogos do tricolor ao meu lado. Sem se manifestar contra.

Era bonito. E era amizade, cumplicidade, sinceridade, companheirismo, olho no olho, mão na mão, sua vida na minha e minha vida na sua. Era um jeito de me importar sem obrigação. E ver você se importar comigo sem cobranças. Era bonito. Disso nunca tive nem dúvida. Agora, enquanto você arruma suas coisas e não me dói, eu vejo todas as esquinas do nosso caminho. A gente se desviou antes mesmo de se encontrar. E, no meio da estrada, quem roubou meu coração não foi você. Seu coração também nunca foi meu. Mas era bonito. De verdade, sabe? Por mais que ninguém nunca tenha entendido.

Você é uma dessas pessoas que entram na nossa vida uma única vez. Aparecem aqui, causam um alvoroço, nos ensinam a olhar a vida de uma maneira diferente e depois se vão. Têm outros caminhos para percorrer. Eu também vou para o outro lado. A gente não poderia mesmo ficar junto. Faltaria sempre alguma coisa. Um frio na barriga. Um coração acelerado. Um arrepio frio. Sempre existiria aquela vozinha chata: você sabe, não é ele. Não era você. Não fui eu também.

Porque era bonito, mas não era amor. Não era.

TUDO AQUILO QUE É INTENSO SE TORNA INESQUECÍVEL

Por: Isabela Freitas

Dê sorrisos sinceros, abraços apertados, olhares demorados. Dance sozinho na chuva. Grite alto sua felicidade. Cante no chuveiro. Diga o que vier na sua mente. Beije sempre como se fosse a última vez. Sabia que tudo aquilo que é intenso se torna inesquecível? Você nunca vai esquecer do dia em que passou uma tarde com sua melhor amiga em meio a risadas enquanto jogavam conversa fora, como se nada mais importasse. Só aquele momento. Pequenos momentos que de tão intensos, permanecem para sempre em nossas memórias.

Você nunca vai se esquecer daquele dia em que assistiu o pôr-do-sol ao lado dele. Duas pessoas. Silêncio. Pensamentos que se desejam. Olhos que não conseguem se manter afastados. Sorrisos que não precisam de motivos. Mãos que insistem em se encontrar. Pode ser que esse momento dure cinco minutos. Talvez dez. Mas em suas lembranças ele vai viver para sempre.

Você nunca vai esquecer dos dias em que deu risada até chorar. Dos dias em que correu na chuva. Dos dias em que chorou como se todos problemas fossem se resolver com lágrimas.Você nunca vai esquecer dos dias em que decidiu mudar o cabelo para mudar de vida. Dos dias em que tomou decisões para se arrepender logo depois. Dos dias em que gritou mesmo que ninguém escutasse. Das dolorosas despedidas. Dos encontros de alma que a vida trouxe. Você nunca vai esquecer.

Faça com que sua vida seja uma série de pequenos momentos. Coisas simples que nos fazem ficar com um sorriso no rosto por dias, meses, anos. Porque são esses pequenos momentos que nos fazem acreditar em mágica. Eu acredito, e você?

CONFIA EM MIM?

Por: Isabela Freitas

Dê o play antes de começar a ler:

 

Dia desses uma amiga confessou que se tivesse um desejo, ela escolheria ser um mosquitinho para escutar as conversas dos homens por um dia. Ora, e porque diabos eu teria vontade de escutar as conversas do sexo oposto por um dia? Afinal, eles dificilmente dizem o que pensam. Ouso dizer pelo pouco que sei, que homem é mais reservado que mulher quando se trata de dizer tudo aquilo que sente e pensa (com algumas raras exceções, claro), ainda mais quando o assunto é relacionamentos. Aí que eles empacam de vez!
Nós mulheres adoramos sentar em uma mesa de bar, e desabafar nossas mágoas com quem tiver paciência para ouvir. Pode ser garçom, taxista, vendedor, barman… Na hora do aperto até aquela garota que a gente não gosta vira confidente. Eu, que não sou exemplo algum, sempre me pego desabafando com algum desconhecido que por uma noite vira meu melhor amigo e a única pessoa capaz de me entender. É reconfortante, e se você nunca fez algo parecido, recomendo correr o risco.
Acho que seguramos tantos sentimentos e coisas por falar dentro de nós, que vemos em um rosto desconhecido um porto seguro de nossas informações ultra secretas. Parece que ali naquele terreno, é permitido dizer tudo aquilo que escondemos de nossos amigos, família, namorado. E eu me pergunto,  isso tudo é medo de que as pessoas saibam realmente quem nós somos? É medo de dizer o que se pensa? É medo de ser o que você só é quando está em sua própria companhia? É o medo do ”ser”? Medo do ”sentir”?
Posso estar divagando, ou até equivocada, mas acredito que nós temos medo de mostrar toda a imensidão do que somos. Temos medo de dizer o que pensamos, afinal de contas, e se não formos aceitos? Temos medo de inovar, terminar, recomeçar, se jogar. Temos medo de tudo aquilo que não é certo e comprovado por fatos científicos. Deve ser por isso que temos medo do amor, e de tudo aquilo que envolva sentimento. E aqui, o medo é igual para todos.
Homens e mulheres que dia após dia, saem por aí armados até os dentes, vestindo grossas armaduras, e tudo isso por que? Para não parecerem alvos fáceis aos olhos do arcanjo que inocentemente, só quer dar uma flechada certeira. No fim do dia, homens e mulheres tiram suas armaduras, cessam fogo, e voltam ilesos para seus esconderijos cercados de muralhas que imploram por cair terra abaixo. Será que vale a pena viver em guerra consigo mesmo? Não é muito melhor viver de peito aberto? Que venham quantas flechadas forem necessárias. Uma, duas, três. Que elas abram feridas, sangrem, e que um dia eu tenha uma boa história para contar sobre minha coleção de cicatrizes.
Não é sadio viver à espreita do medo, desconfiando da própria sombra, guardando tudo o que se pensa em um cantinho do coração. Um dia esses pensamentos vão transbordar, você vai precisar de um espaço maior, e eu não quero estar por perto quando isso acontecer. BUM. Explosão. É isso que acontece quando você mistura emoções que foram feitas para serem vividas. Não guardadas.
Portanto, permita-me discordar da minha amiga. De nada adianta escutar as conversas do sexo oposto por um dia. Eu queria mesmo é me infiltrar dentro do pensamento de um certo alguém. Poder segurar suas dúvidas e dá-lo certezas. Carregar seus problemas junto aos meus. Entender um olhar, um sorriso, meias palavras. Tirar o passado da gaveta, incinerar toda e qualquer evidência de suas decepções. Revirar e bagunçar sua cabeça à procura de qualquer indício de que tudo aquilo que sinto é recíproco. Transformar o teu silêncio em palavras, o nosso sentimento em amor, e o nosso ”agora” em ”para sempre”.
Vem, não tenha medo. Você só precisa responder uma pergunta para ir de encontro à felicidade:
– Confia em mim?

25 COISAS PARA FAZER ANTES DOS 25:

Tá, sei que estou um pouquinho looonge de ter 25 anos, mas esse texto despertou minha curiosidade, acabei lendo e curtindo bastante ele. Resolvi compartilhar com vocês também, e espero que curtam tanto quanto eu. O texto em si é em inglês do  Though Catalog:

1. Faça as pazes com os seus pais. Seja por, finalmente, reconhecer que eles realmente querem o melhor para você ou por perdoá-los por serem imperfeitos, você não pode entrar feliz na vida adulta com essa marca de ressentimento familiar.

2. Beije alguém que seja ‘muita areia para o seu caminhãozinho’. Beije modelos, estudantes de medicina e empreendedores que moram em Dubai, e não se preocupe se eles(a) vão te ligar depois ou não.

3. Minimize a sua passividade.

4. Seja subordinado ou faça um bico, para começar a entender como gorjetas funcionam, como manter a paciência perto de babacas e como algumas palavras amáveis podem mudar o dia de alguém.

5. Reconheça liberdade como uma passada num fast food às 5h30 da madrugada com um bando de estranhos que você acabou de conhecer.

6. Tente não se martirizar por possuir um diploma ‘inútil’. Dinheiro é um terror e as coisas não aconteceram exatamente como você planejou, mas você tinhamesmo que fazer faculdade… E ter um diploma não é a pior coisa do mundo. Nós vamos resolver essa confusão, provavelmente. O ponto é que você não merece menos só porque ir à faculdade não trouxe um retorno imediato. Seja paciente,trabalhe com o que você tem e lembre-se que muitos de nós estamos nessa juntos.

7. Se você está em qualquer emprego que seja, abra uma poupança. Você nunca sabe quando estará desempregado ou  desesperado para fugir da sua vida por uns dias. Mesmo R$20 por semana já fazem R$1040 a mais por ano do que você teria de outro jeito.

8. Adquira o hábito de ir lá fora, aproveitar a luz, cultivar seus amigos, esquecer a internet.

9. Fique curtindo – e alimentando – uma ressaca por 4 dias seguidos.

10. Comece um relacionamento com o(a) sua paixão platônica dizendo que o(a) quer. Diretamente. Tipo, olhando em seu rosto e dizendo assim: Eu quero você. Eu quero ficar com você.

11. Aprenda a dizer não – para você mesmo. Não continue usando salto alto se você odeia, não continue fumando se você odeia o seu cheiro no dia seguinte, pare de passar dias inteiros afundado no sofá para depois reclamar que está perdendo o Sol.

12. Tire um tempo para revisitar os lugares que construíram quem você é: o apartamento em você cresceu, sua escola, sua cidade natal. Esses lugares até podem ficar lá para sempre, mas você definitivamente não.

13. Encontre um hobby que te faça esperar pelo momento de ficar sozinho, que deixe essa solidão momentânea agradável e energizadora.

14. Pense que você se conhece até conhecer alguém mais do que você.

15. Esqueça quem você é, suas prioridades e como uma pessoa deveria ser.

16. Identifique os seus medos e, ao invés de deixar que eles controlem as suas ações, encontre e converse com pessoas que já os superaram. Não se contente sem experimentar 000002% do que o mundo tem para oferecer porque você tem medo de viajar de avião.

17. Adquira o hábito de organizar as coisas e desapegar. Só porque funcionaram em algum momento não significa que você deve mantê-las para sempre – sejam essas ‘coisas’ o seu par de calças favorito ou o seu ex.

18. Pare de se odiar.

19. Saia e assista àquele filme, leia aquele livro ou ouça aquela banda que você já mentiu sobre ter assistido, lido, ouvido.

20. Tire vantagem do seguro de saúde enquanto você ainda é saudável.

21. Crie o hábito de falar às pessoas como você se sente, seja escrevendo um e-mail de fã para alguém cujo trabalho você ame ou falando ao seu chefe por que você merece um aumento.

22. Namore alguém que diga “Eu te amo” primeiro.

23. Deixe o país com a desculpa de “se encontrar”. Isso não funcionará. Lugares não mudam pessoas. Invés disso, beba bastante sozinho, leia vários livros, faça sexo em albergues sujos e volte para casa quando a saudade bater.

24. Revolucione e compre um Macbook Pro.

25. Largue aquele emprego que te deixa infeliz, termine relacionamentos que te façam agir como um lunático, abandone os amigos que ininterruptamente te dão vontade de vomitar. Você é novo, resiliente, há outros trabalhos, relacionamentos e amigos se você estiver aberto a eles.

O MANUAL DA FELICIDADE:

Por: Depois dos quinze

Conheça o mundo. Não necessariamente em uma viagem. Às vezes, o que a gente precisa mesmo, é olhar tudo de uma perspectiva diferente. Aqueles pequenos problemas que fazem as coisas pareceram uma droga no final do dia, aqueles que a gente não tem coragem de admitir para ninguém, podem ser apenas nossa consciência exigindo um pouquinho mais da gente. Não do passado, nem no do futuro. De agora. Tudo é tão relativo. Seu próximo sorriso só precisa de um novo referencial.

Não guarde rancor. Nada acontece por acaso. Precisamos aprender a tirar boas lições até das piores experiências. Os sentimentos negativos, quando acumulados dentro da gente, contaminam todo o resto. Paramos de prestar atenção e ver graça nas coisas mais simples quando passamos o dia todo tentando resolver os antigos problemas de sempre. Exigir que o mundo seja exatamente como planejamos o tempo todo é egoísmo e o orgulho só serve para te tornar uma pessoa mais solitária.

Seja amável. Até mesmo com as pessoas que não podem fazer nada por você.  Na verdade, elas sempre podem. Cada pessoa que conhecemos durante a vida nos transforma de uma forma diferente. Geralmente só descobrimos isso quando elas não estão mais por perto

Substitua a palavra “problema” por “desafio”.

Não seja tão crítico. Com você e também com as pessoas ao seu redor. Ninguém quer saber a sua opinião sobre a maneira que fulano toca a vida. Você não é a pior pessoa do mundo. Nem quando sente ódio, ciúmes ou inveja. Nem quando diz algo completamente diferente do que está pensando. Somos todos seres humanos e esses sentimentos fazem parte da nossa existência. O que nos diferencia no final das contas é a maneira com que lidamos com cada um deles.

Não viva uma vida inteira tentando ser melhor do que alguém. Quando todas as nossas escolhas se tornam consequências dessa tal competição mental, conquistar sonhos se torna uma obrigação. Não existe uma convenção para a felicidade. O que é bom para ele, pode ser uma droga para você. E vice versa.

A vida das pessoas não é tão interessante quanto parecem ser na internet. Nossa geração vive uma superexposição e isso faz com que tenhamos uma certa tendência a frustração. O facebook do vizinho é sempre mais interessante e movimentado que o nosso. Pois, saiba você, isso não quer dizer absolutamente nada. As pessoas mais legais e reais que conheço não dão a mínima para tudo isso.

Não seja aquela pessoa que sempre desmarca tudo. Agenda lotada e preguiça aguda não são exclusividades sua. A vida está muito corrida, isso é fato, mas arrume um tempinho para conversar com as pessoas que ainda se importam. Poucas coisas são tão divertidas quanto desabafar, rir de besteiras e lembrar, em uma mesa de bar ou no meio de uma comédia romântica, do bom e velhos tempos.

Tenha uma rotina física e mental saudável. Beba bastante água, tire a maquiagem antes de deitar e nos finais de semana, durma o número de horas que faltaram. Não cultive rituais de sofrimento só para saber se ainda dói. A dor pode preencher espaços, mas cultivá-la é como construir muros em volta de sí mesmo. Por fim, acomode-se agora mesmo. Na poltrona do sofá, não na vida.

 

 

 

Confesso que esse foi um dos textos mais bem elaborados e um dos melhores que a Bruna Vieira já criou, fazendo qualquer um que ler esse texto, refletir sobre a vida, sobre o que está perdendo, fez todos que estavam com dúvidas criarem objetivos maiores, bom, foi esse o meu caso. Adorei esse texto, está de parabéns !!!!

 

TODO MUNDO

por: nunca fui miss

Quanto tempo se leva até perceber que não se pode voltar atrás? A gente enrola, tenta mudar o disco, a página, a história ou seja lá o que for, mas a gente quer mesmo é voltar atrás. A gente quer consertar as coisas. A gente quer juntar pedacinhos e refazer tudo. A gente quer ter certeza de que tudo – tudo mesmo – deve valeu a pena. A gente não quer viver pensando no amanhã não, a gente se prende, se maltrata, se engana. A gente quer mesmo é ir lá no passado e deixar tudo certo, fechar todas as portas, apagar a luz, prestar contas.

Claro que a gente sabe que ninguém pode desconfiar disso. Então a gente finge que não liga, se mostra autossuficente e donas do próprio nariz. A gente só quer o futuro, as coisas que lindas que estão vindo, ok? Parece até uma propaganda de absorvente ou sexta-feira no facebook – estão todos bem, felizes, bebendo alguma coisa e postando fotos. A nossa vida é tão incrível que por mais falso que isso seja ninguém nunca vai saber. A gente tem várias frases de auto-ajuda, a gente tem vários amigos. Então tá tudo bem.

Mas todo dia é a mesma coisa, ficou guardado em algum lugar aquele sentimento, ou aquele segredo, aquela vontade, aquele ódio gigante, aquela mágoa, aquela palavra ou aquele dia cheio de mal-resolvismos. Então a gente se apega, continua… A gente quebra a cara de novo, e de novo, e mais uma vez. Porque todo dia a gente vai lá, no passado, tentar entender porque quebrou a cara, porque não fechou as portas ou não apagou a luz. Mas esse tipo de coisa ninguém conta.

Conhece alguém assim? Não seria uma novidade! Ninguém sabe quem realmente está por trás de um status publicado no facebook. Não crie falsas imagens de pessoas, ninguém é perfeito. Assim como você.