NA TUA

Por: Gabito Nunes

Calma. Espera. Deixa eu organizar o que quero dizer. Assim. Aquele domingo, lembra? Fui buscar pão e geleia de morango, e pedi emprestado seu MP3 player para distrair meu caminho. Talvez através da sua seleção eu soubesse melhor quem você é. Sei que eu comentei algo idiota sobre uma suposta vontade de me enforcar após ouvir sua listagem e você, meio brabo, grosso e arredio, disse “se você está com vontade de comer uma torta de morangos deve procurar uma confeitaria, e não um açougue” e blá-blá-blá. Tudo bem, não está mais lá quem falou.

 

Só que eu estou aqui. Querendo saber mais coisas remotamente pessoais sobre você sem que uma expressão de pavor cruze seu rosto. Então, com quantos anos você perdeu a virgindade? Já foi a algum show do Whitesnake? Você teve sarampo quando criança? Você foi criança um dia, não foi? Como vai sua mãe? Você me quer apenas como sua garota de final de semana? Eu quero mais.

 

Eu sei o que você vai dizer. Mentira. Não sei. Mas gosto de fantasiar alguma coisa mais ou menos parecida com “Já estamos juntos desde sexta-feira, não estamos? Você ainda quer que eu fale? Desculpe, baby, isso já é pedir demais. Pensei que minhas intenções estivessem implícitas”. Aquele seu jeito seco e ao mesmo tempo delicado de esfregar a suas razões na minha cara. Odeio quando você está certo, coisa que acontece quase o tempo todo. Além do mais, não é justo. Você já me viu meio embriagada, sentada no meio-fio, chorando de saudades da minha mãe.

Enfim, em três meses você me viu chorando 43% do volume esperado para o ano inteiro. Mas é que, sei lá. Isso tudo, todo esse medo do nada-acontecer ou do tudo-acontecer-rápido-demais tem me deixado cansada. Nada de mais. Você sabe montes de coisas sobre mim, muito porque sou tagarela, coleciono tiques nervosos e acho que está sempre faltando um algo mais – por que se contentar com o ótimo, se pode ficar perfeito? Vocês meninos têm disso? Tipo, quando jogam videogame, desmontam motores ou fazem fogo, vocês trocam ideias, buscam saber o que o amiguinho acha a respeito disso e daquilo? Tudo bem, eu sei que não. Pode ficar aí, na tua, quieto, não se faz necessário reunir forças para mover lábios e cordas vocais para responder qualquer coisa que seja. Não quero incomodar, mas, vai, solta pelo menos um muxoxo ou me manda calar essa maldita boca.

Passear pela calçada contigo tem a mesma sensação de ir a um bom restaurante concorrido. Na sua testa está escrito RESERVADO, e eu espero de verdade que o lugar seja meu. Sabe, eu tenho adorado sentar à sua mesa e experimentar sua comida bonita, colorida, aromática, sedutora e cheia de sabor. Nunca me importei muito com a receita, os ingredientes e a forma de preparo. De todos os locais onde jantei, todas as vezes evitei descobrir ratos e baratas e outras guarnições escrotas nos bastidores daqueles idiotas. Eu não queria me decepcionar. Mas contigo é diferente. Eu preciso saber. Como vou saber se estou pisando em ovos se você não me convida para conhecer sua cozinha?

Me diz alguma coisa, vai. Me fala tudo aquilo que eu ando louca pra ouvir da sua boca. Sussurra, então. Ou me ensina a receptar telepatia, essa língua que só os inteligentes e evoluídos e incógnitos e brancas-nuvens conseguem decifrar. Porque eu já estourei minha cota de intuição. Diz que me adora, que gosta de mim, que sente saudades minhas e uma vontade insana de me ver em plena quarta-feira. Sei que não muda nada, mas eu preciso ouvir. Ou isso, ou eu pego minha bicicleta e dou o fora daqui. Agora. Sabe, não está dando muito certo, às vezes eu me sinto meio o Dick Vigarista gritando para o Mutley fazer alguma coisa. E você só olha meu desespero patético e fica rindo. E então? Como vai ser?

Desisto. Eu acho, às vezes, que seria mais produtivo perseguir pombos em praça pública. Bem, eu só queria dizer que, apesar desse seu jeito todo iceberg de ser, eu te acho um rapaz incrível. Você é o melhor ser humano entre os piores que já conheci. Ou o pior entre os melhores. Não sei. Sei que eu inexplicavelmente estou na tua e você sabe disso. Não dá bola, assim que meu ataque trevoso de angústia cessar, eu sei, não vou me importar nem um pouco se você ficar na tua, se você não ligar de me aturar falando pelos cotovelos, deitada do teu lado.

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ERA BONITO:

Por: Bruna Vieira

Era bonito. Você escutava o que eu falava com uma paciência que poucos antes de você tiveram. E me abraçava quando as palavras acabavam e eu tinha que engolir o choro, porque continuavam esperando que eu fosse forte – de um jeito que eu nunca fui de verdade. Nós dois entrávamos numa sintonia ali naquele abraço, numa promessa silenciosa, não de pra sempre, mas de momento. “Eu estou aqui agora” – e isso era grande coisa. Uma coisa enorme. Simples, fácil, leve, bonita. Talvez, uma das coisas mais bonitas com as quais já esbarrei nos meus poucos anos de vida.

Você me apoiava. Não precisava me entender, concordar ou acreditar em mim. Você me apoiava porque dizia que me queria feliz. Um sorriso no rosto e um coração alegre. Lembra? Era o que você sempre dizia que eu deveria ter, quando, cansada, eu queria desistir da vida e jogar todos os meus sonhos para o ar. Você segurava minha mão, me fazia respirar fundo e repensar todas as minhas decisões. Dizia que eu tinha que ser menos radical nas minhas escolhas. Que tinha que ir com mais calma. Ter mais serenidade.

Era reconfortante. Você tinha um jeito só seu de entender minhas dores sem que eu precisasse explicá-las. E, quando viu minhas feridas, correu para a farmácia mais próxima para arranjar todos os curativos possíveis para que eu me livrasse das cicatrizes. Você me pegou aos pedaços, trouxe a cola e juntou pedaço por pedaço. Me colocou em pé outra vez, como se eu nunca tivesse caído.

Você me falou verdades que eu não queria ouvir. Me disse quando eu deveria parar. E avisou quando eu deveria continuar indo em frente. Você me ensinou e prestou atenção também nas minhas lições. Discutiu – sem me menosprezar – política, futebol e religião. Você assistiu aos jogos do tricolor ao meu lado. Sem se manifestar contra.

Era bonito. E era amizade, cumplicidade, sinceridade, companheirismo, olho no olho, mão na mão, sua vida na minha e minha vida na sua. Era um jeito de me importar sem obrigação. E ver você se importar comigo sem cobranças. Era bonito. Disso nunca tive nem dúvida. Agora, enquanto você arruma suas coisas e não me dói, eu vejo todas as esquinas do nosso caminho. A gente se desviou antes mesmo de se encontrar. E, no meio da estrada, quem roubou meu coração não foi você. Seu coração também nunca foi meu. Mas era bonito. De verdade, sabe? Por mais que ninguém nunca tenha entendido.

Você é uma dessas pessoas que entram na nossa vida uma única vez. Aparecem aqui, causam um alvoroço, nos ensinam a olhar a vida de uma maneira diferente e depois se vão. Têm outros caminhos para percorrer. Eu também vou para o outro lado. A gente não poderia mesmo ficar junto. Faltaria sempre alguma coisa. Um frio na barriga. Um coração acelerado. Um arrepio frio. Sempre existiria aquela vozinha chata: você sabe, não é ele. Não era você. Não fui eu também.

Porque era bonito, mas não era amor. Não era.

ENQUETE LOOKBOOK:

Oi meninada! Hoje a enquete lookbook vai ser um pouco diferente, ao invés de garotas como inspiração e com looks lindos, vai ser só de homens que realmente sabe se vestir:

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LINKS DA SEMANA:

Opa!!! Chegou um post novo e diferente. Toda a semana vou tentar lembrar de postar os ”LINKS DA SEMANA” que são todos os links de blogs e sites que eu vi durante os sete dias, e recomendo que todos deem uma visitada também. Têm de tudo, não só de moda, mas vídeo, post engraçados, imagens e tudo mais:

DIY SUÉTER COM SPIKE

LOOKS DA DONÊLO POR MENOS DE 150 REAIS

Vodafone – The kiss (Curta lindo)

FOTOS COM MULHERES E SUAS TATUAGENS

TENTATIVAS FRUSTRADAS DE RECICLAR FOTOS 

BELEZA HUMANA

BEBE DE 7 MESES TREINA ESQUI AQUÁTICO

CRIANÇAS QUE VIVEM COM GUEPARDOS

TERRA VISTA DA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL 

LADO SÁDICO DE PERSONAGENS INFANTIS 

ESTILO CARA DELEVINGNE

Que ela é super simpática,  moleca e a queridinha da Burberry  todo mundo já sabe.Cara Delevingne (Ela está em um vídeo com o K. Lagerfeld- Melissa aqui) é uma modelo que tá sempre nas capas de revistas e todas as grifes fodas estão babando por ela.

Ela nunca deixa pra trás um gorro, jaquetões, calças skinny, T-shirts engraçadinhas, tênis e botas. Ela consegue ser linda com tudo isso junto e mais um pouco. sem medo de ser feliz ela usa e abusa  de um estilo street e bem descontraído. Pra quem não conhece ela, no insta você pode perceber que ela curte fazer caras e bocas.

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Ela usa e abusa de vestidos metálicos e curtos em eventos mais formais, também usa vestidos longos e leves.

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É incrível como ela consegue ser meiga e mulherão ao mesmo tempo. Impressionante como ela muda a feição em determinados eventos e lugares.

CONFIA EM MIM?

Por: Isabela Freitas

Dê o play antes de começar a ler:

 

Dia desses uma amiga confessou que se tivesse um desejo, ela escolheria ser um mosquitinho para escutar as conversas dos homens por um dia. Ora, e porque diabos eu teria vontade de escutar as conversas do sexo oposto por um dia? Afinal, eles dificilmente dizem o que pensam. Ouso dizer pelo pouco que sei, que homem é mais reservado que mulher quando se trata de dizer tudo aquilo que sente e pensa (com algumas raras exceções, claro), ainda mais quando o assunto é relacionamentos. Aí que eles empacam de vez!
Nós mulheres adoramos sentar em uma mesa de bar, e desabafar nossas mágoas com quem tiver paciência para ouvir. Pode ser garçom, taxista, vendedor, barman… Na hora do aperto até aquela garota que a gente não gosta vira confidente. Eu, que não sou exemplo algum, sempre me pego desabafando com algum desconhecido que por uma noite vira meu melhor amigo e a única pessoa capaz de me entender. É reconfortante, e se você nunca fez algo parecido, recomendo correr o risco.
Acho que seguramos tantos sentimentos e coisas por falar dentro de nós, que vemos em um rosto desconhecido um porto seguro de nossas informações ultra secretas. Parece que ali naquele terreno, é permitido dizer tudo aquilo que escondemos de nossos amigos, família, namorado. E eu me pergunto,  isso tudo é medo de que as pessoas saibam realmente quem nós somos? É medo de dizer o que se pensa? É medo de ser o que você só é quando está em sua própria companhia? É o medo do ”ser”? Medo do ”sentir”?
Posso estar divagando, ou até equivocada, mas acredito que nós temos medo de mostrar toda a imensidão do que somos. Temos medo de dizer o que pensamos, afinal de contas, e se não formos aceitos? Temos medo de inovar, terminar, recomeçar, se jogar. Temos medo de tudo aquilo que não é certo e comprovado por fatos científicos. Deve ser por isso que temos medo do amor, e de tudo aquilo que envolva sentimento. E aqui, o medo é igual para todos.
Homens e mulheres que dia após dia, saem por aí armados até os dentes, vestindo grossas armaduras, e tudo isso por que? Para não parecerem alvos fáceis aos olhos do arcanjo que inocentemente, só quer dar uma flechada certeira. No fim do dia, homens e mulheres tiram suas armaduras, cessam fogo, e voltam ilesos para seus esconderijos cercados de muralhas que imploram por cair terra abaixo. Será que vale a pena viver em guerra consigo mesmo? Não é muito melhor viver de peito aberto? Que venham quantas flechadas forem necessárias. Uma, duas, três. Que elas abram feridas, sangrem, e que um dia eu tenha uma boa história para contar sobre minha coleção de cicatrizes.
Não é sadio viver à espreita do medo, desconfiando da própria sombra, guardando tudo o que se pensa em um cantinho do coração. Um dia esses pensamentos vão transbordar, você vai precisar de um espaço maior, e eu não quero estar por perto quando isso acontecer. BUM. Explosão. É isso que acontece quando você mistura emoções que foram feitas para serem vividas. Não guardadas.
Portanto, permita-me discordar da minha amiga. De nada adianta escutar as conversas do sexo oposto por um dia. Eu queria mesmo é me infiltrar dentro do pensamento de um certo alguém. Poder segurar suas dúvidas e dá-lo certezas. Carregar seus problemas junto aos meus. Entender um olhar, um sorriso, meias palavras. Tirar o passado da gaveta, incinerar toda e qualquer evidência de suas decepções. Revirar e bagunçar sua cabeça à procura de qualquer indício de que tudo aquilo que sinto é recíproco. Transformar o teu silêncio em palavras, o nosso sentimento em amor, e o nosso ”agora” em ”para sempre”.
Vem, não tenha medo. Você só precisa responder uma pergunta para ir de encontro à felicidade:
– Confia em mim?

ALIANÇAS INSPIRADAS NAS PRINCESAS DISNEY:

Oi meninas! Eu particularmente, amo a Disney e tudo o que ela proporciona para mim. Sempre que eu dou uma pesquisada em algumas imagens, roupas, acessórios inspirados nas princesas Disney, corro aqui pro blog compartilhar pra vocês, e hoje não é diferente.
Vi em um site esses modelos de alianças inspirados nas princesas Disney, cada aliança corresponde a uma princesa, além de ser fabuloso, não custa lá aquela coisa tããããão cara  assim, não tem necessidade de roubar um banco no centro de SP pra adquirir uma dessas, porém não é barata, se você parcelar em umas 24 vezes tá tranquilo. Custa em torno dos seus U$1000 a U$6000 DÓLETAS minha genta !!!!!

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NA ORDEM DAS ALIANÇAS:

Ariel- Pequena Sereia
Aurora-Bela adormecida
Bela- Bela e a fera
Branca- Branca de neve
Cinderella
Jasmine – Aladin
Mulan
Pocahontas
Rapunzel
Tiana – A princesa e o sapo

Achei a aliança Pocahontas, Bela, Aurora, Rapunzel as mais lindas!!! E qual são as que vocês gostaram mais???

JEANS RASGADO:

Oi meninas ! É impressão minha ou os anos 90 voltaram com tudo ? Camisas xadrez por exemplo, foi e ainda é bastante usado por todas, até mesmo as famosas. E agora tá bombando o uso de jeans rasgadões que na minha opinião é grungemente lindo.

Tem dos mais simples e levemente rasgadinhos aos SUPER chamativos cheio de rasgos, raladas,furos,cortes e afins. Eu particularmente acho incrível essa volta, e o que antes era super rebelde e largado no 90’s , agora está super fashion e rico:

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O legal é que combina com tudo, e você pode transformar uma calça que era super básica em uma não tão básica assim, e com isso da um up em qualquer look que usar !!!

INSPIRAÇÃO- CHAPÉIS:

Oi meninas! Eu nunca tive o costume de usar nenhum tipo de chapéu, porém acho chiquérrimo as pessoas que usam e principalmente que conseguem combinar com a roupa que está usando. E ultimamente, ando vendo muitas garotas no lookbook, sites e blogs aderindo ao uso de chapéis- até mesmo no frio- em seus looks, que acaba ficando mais bonito ainda.

Vale usar qualquer tipo de chapéu, exceto boné aba reta porque sinceramente, virou aquela modinha 5° série que ninguém merece, não abomino ninguém que use, porém acho inapropriado para as garotas que querem ser chiques e ricas !!!!!!!!!!!!!! ><

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É incrível como o look muda totalmente depois de usar um chapéu, fica maravilhoso.. E prometo que vou tentar, pelo menos tentar ser adepta ao uso de chapéus ! kkkkk