”Entre aspas da semana :

”Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos…

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim… Do companheirismo vivido… Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre…

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe… nos e-mails trocados…

Podemos nos telefonar… conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar… meses… anos… até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo…

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E… isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente… Quando o nosso grupo estiver incompleto… nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos…

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado… E nos perderemos no tempo…

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades…

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores… mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!

Vinícius de Moraes

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”Entre aspas”da semana:

A mente não pode ficar quieta. Ela precisa estar continuamente pensando, preocupando-se.
A mente funciona como uma bicicleta: se você segue pedalando, ela continua; no momento em que você pára de pedalar, você cai.
A mente é exactamente como uma bicicleta; e o seu pensar é o constante pedalar.
E quando algumas vezes você esteja um pouco silencioso, imediatamente você começa a  preocupar-se : “Por que estou tão silencioso?”.
Qualquer coisa servirá para criar pensamento, preocupação, porque a mente só poderá existir correndo, sempre correndo, atrás de alguma coisa ou correndo de alguma coisa, mas sempre correndo.
Na corrida está a mente. No momento em que você pára, a mente desaparece.
Entretanto, a menos que você seja capaz de pôr a mente toda de lado e perceber o mundo directamente, instantaneamente, com a sua consciência, você nunca será capaz de perceber a verdade.
Neste mundo a coragem é colocar a mente de lado. A conquista maior é conseguir perceber o mundo sem a barreira da mente, simplesmente como ele é.
E ele é tremendamente diferente, incrivelmente belo, sem as distinções que a  nossa mente cria.
Assim, somente uma pessoa em estado de não-mente saboreia a vida na sua totalidade.
E esta é toda a arte da vida. Viver sem nenhuma distinção, sem nenhuma discriminação, sem nenhuma escolha.

”Entre aspas” da semana:

 

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos…
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim… do companheirismo vivido… Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre…
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe… nos e-mails trocados…
Podemos nos telefonar… conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar… meses… anos… até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo…
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E… isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente… Quando o nosso grupo estiver incompleto… nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos…
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado… E nos perderemos no tempo…
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades…
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores… mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!

Vinícius de Moraes

”Entre aspas” do dia :

 

“Quando sinto o impulso, escrevo sem pensar tudo que meu inconsciente me grita.
Penso depois: não só para corrigir, como para justificar o que escrevi.
É preciso escrever a nossa própria história… deixar de viver o sonho dos outros.
Queremos cumprir nossa missão que é fazer algo de verdade que venha do coração.
Nós temos a coragem d’Os Afrosambas de Vinicius de Moraes e Baden Powell… a visão de Tom Jobim.
Nós queremos modernizar o passado como Chico Science falou.
Nós declaramos que não somos só um número e queremos escrever o nosso nome.
Não há beleza senão na luta, não há paz sem voz.
Nós queremos o direito que é a garantia do exercício da possibilidade.
A possibilidade de fazer e de participar. Nosso tempo é hoje!
A hora é agora! Então vamos fazer barulho…”

 

MARCELO D2

”Entre Aspas” – A Felicidade , Vinicius de Moraes:

Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A felicidade do pobre parece
A  grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor.”

(Vinicius de Moraes)