SOBRE A GAROTA E O DEPOIS:

por: Marcella Brafman

Pensando no pouco que já vivi e ouvi, talvez o amor não tenha que acontecer dessa maneira perfeita que eles falam. Às vezes ele precisa ser meio torto e malfeito mesmo. E só se concretizar no final do caminho.

Mesmo desgastado de não ser, ele ainda pode ser. Mesmo depois de tantas vezes “talvez ser”, quando realmente for, ele pode dar muito certo. O que importa, é que quando ele “seja”, que seja tranquilo. O amor não tem culpa do meio do caminho não ter sido só de flores. Se tiver espinhos, que machuque antes, mas não machuque depois.

O que eu quero dizer é que acredito em reencontros. Acredito de verdade. Se mais pessoas acreditassem, talvez o sofrimento não se espalhasse tanto e os corações se enchessem mais de esperança. E menos de dúvidas.

Não estou pedindo que o caminho seja difícil só para dar mais emoção. Que ele seja do jeito que tem que ser. O mesmo amor não acontece duas vezes. O mesmo sentimento não cruza o mesmo caminho, na mesma velocidade e intensidade. Então já que é único, por que não curtir cada pedaço do encontro ou do reencontro, mesmo torto, mesmo nascendo estragado e mesmo que lá na frente dê errado (ou certo)?

Pode ser que tudo isso que eu escrevi não faça sentido algum. Amor não se explica – se sente e depois se conta. Talvez seja só um desabafo, um grito de uma última ponta de esperança – talvez minha, talvez sua, talvez nossa.

O mais bonito do amor é que não acontece em duas pessoas agora, nesse momento, mas um dia, quem sabe, ele é? É isso que me encanta.

 

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