Leitura- ”POR UM MUNDO SEM ÓDIO, POR FAVOR ” :

Esse texto é da Isabela Freitas que além desse texto que eu me identifiquei muito, ela tem vários outros no seu blog.

Eu tenho um carma com esse tipo de pessoa, infelizmente. Sempre que entrava em uma nova escola, ou em uma nova sala, todas as meninas me olhavam com cara de “Argh, lá vem a nojenta”, e cara, na boa? Eu não sou nem um pouco nojenta! Tá certo que eu sou um pouco na minha e não fico exibindo sorrisinhos por onde quer que eu passe, mas converso com toda e qualquer pessoa que vier falar comigo. Adoro fazer novas amizades e não consigo tratar mal nem quem me trata. O que é uma pena, porque essas pessoas que me criticavam nunca tiveram a chance de saber disso. Nunca souberam o quanto faço para fazer meus amigos felizes, não souberam sobre meu jeito de rir a todo e qualquer momento, não souberam o quanto eu evito falar mal de quem não conheço, até mesmo deles.

O problema de tudo isso está no pré julgamento que vocês muitas vezes fazem da pessoa. Ao verem uma menina loira, com pinta de patricinha, as pessoas já julgam ser uma ridícula, burra e antipática. Vocês se dão conta de como isso é patético? Julgar alguém pela cor do cabelo? Pela maquiagem que usa? Pelo jeito que você acha que ela possui? Me desculpem a sinceridade, falar mal de alguém que você não conhece me parece falta de maturidade.

Antes de abrir sua boca pra falar mal de alguém, por que não elogiar alguém que você não conhece? Pode ser aquela menina de óculos que você vê na fila do pão todo dia, ou até mesmo aquele seu vizinho que insiste em tocar violão na varanda. Elogie o cabelo daquela garota que malha todo dia ao seu lado mas você nunca prestou muita atenção, perceba a beleza que existe por trás de cada pessoa. Somos todos diferentes, das mais diversas formas e estilos. Com cabelos coloridos, roupas esquisitas e feridas profundas. Cada um ao seu jeitinho, então vem cá, por que não procurar o melhor de cada um? Por que insistir em achar defeitos? Por que desejar o mal para o outro?

Vamos exaltar a beleza que cada um de nós possui e erradicar o ódio! Antes de odiar aquela menina que você viu pela primeira vez, por que não tentar gostar dela? Por que não puxar um assunto? Não vai te fazer mal, eu garanto. Vamos esquecer feridas passadas, tirar as palavras negativas da boca, desejar o bem para quem te deseja o mal. Vocês devem estar se perguntando como eu superei tanto preconceito ao longo da vida e tantas pessoas falando mal de mim por onde quer que eu passasse… Eu dei meu melhor sorriso e desejei que elas estivessem erradas. Eu sabia que elas estavam erradas, mas gostava de ver quando elas se convenciam disso. E elas eventualmente um dia se davam conta também, só não era corajosas o suficiente para admitir.

“Você é muito diferente do que eu pensava!” Com certeza essa frase foi a que eu mais ouvi durante toda minha vida. Acho que as pessoas me olham e tem uma imagem bem diferente do que eu sou, e isso se deve a que? Instinto? É claro que não. As pessoas gostam de julgar pela aparência, gostam de apontar para aquela menina que não é tão bem vestida e rir, gostam de falar mal do cabelo enroladinho da outra… E daí se ela gosta de cachos? E daí que aquela garota não tem roupas de marca? O que vocês tem a ver com isso? O que a aparência muda no caráter de uma pessoa? Absolutamente nada. Antes de apontar um dedo e julgar o outro, olhe para você e perceba que você não é perfeita.

Esqueça todos os estereótipos que você tanto vê nas revistas, esqueça todo o ódio que você guarda dentro do seu coração. Esqueça também as pessoas que te odeiam, isso é problema delas. Veja as pessoas com outros olhos, não aqueles olhos críticos que procuram defeitos em tudo que vê, não. Veja as pessoas com olhos positivos, olhos que admiram. Aprenda a admirar o diferente. E daí se aquela garota gosta de andar de skate e você de ir a shoppings centers? E daí se o cabelo dela é rosa e o seu é preto? E daí se ela gosta de ficar em casa aos sábados e você de ir para festas? E daí que ela é punk e você é patricinha? Vocês ainda podem ser amigas, boas amigas.

Por um mundo sem ódio, com mais amor e mais sorrisos. Por favor. Se você não tem nada de bom a dizer sobre alguém, não diga nada. 

Não julgue pessoas que você sequer conhece, elas podem ser incríveis e você pode perder uma boa chance de tê-las em sua vida.

 

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ícones- Coco Chanel:

Gabrielle Bonheur Chanel, (Saumur, 19 de agosto de 1883 – Paris, 10 de janeiro de 1971), mais conhecida como Coco Chanel, foi uma importante estilista francesa. Suas criações influenciaram a moda mundial. É a fundadora da empresa de vestuário Chanel S.A.

 

 

Biografia

A família de Gabrielle era muito numerosa: tinha quatro irmãos, primeiro namorado, Helder Martins 18 anos, residente no luxemburgo (dois meninos e duas meninas). O pai, Albert Chanel, era feirante e a mãe, Jeanne Devolle, era doméstica. Depois da morte precoce da mãe, que faleceu de tuberculose, o pai de Chanel ficou com a responsabilidade de tomar conta das crianças. Devido à profissão de seu pai, Coco e as irmãs foram educadas num colégio interno o Colégio Nossa Senhora da Misericórdia, enquanto que os irmãos foram trabalhar numa quinta.

Aos 18 anos ela encontrou sua prima, que com a mesma idade tinha a mesma ambição de fugir do internato. Com êxito em 1903 ela trabalhou como costureira em uma loja de enxovais. Acerca de 1907-1908, em uma noite quando sai com sua prima ela se põe a cantar e começa a sonhar com omusic hall. Seu apelido deve-se a seu pai que quando pequena chamava ela assim.

Em 1903, com vinte anos, Gabrielle saiu do colégio e tentou procurar emprego na área do comércio e da dança (como bailarina) e também fez tentativas no teatro, onde raramente teve grandes papéis devido à sua estatura. Com sua silhueta, ela atrai e passa a viver com Etienne Balsan (1880-1953), que foi um socialite e herdeiro de uma famosa fábrica de tecidos que na época fabricava o uniforme do exército. Ele era criador dos melhores cavalos da França, mas o romance só dura alguns meses, ao perceber que ele não a amava mais.

Por volta de 1910, na capital parisiense, Coco conheceu o grande amor da sua vida: o milionário inglês Arthur Capel. Capel ajudou-a a abrir a sua primeira loja de chapéus. A loja Chanel iria tornar-se num sucesso e apareceria nas revistas de moda mais famosas de Paris. Com este relacionamento, Chanel aprendeu a frequentar o meio sofisticado da Cidade Luz. Capel meses mais tarde morreu num desastre de carro. Com este desgosto, Chanel abriu a primeira casa de costura, comercializando também chapéus. Nessa mesma casa, começou a vender roupas desportivas para ir à praia e para montar a cavalo. Pioneira, também inventou as primeiras calças femininas.

No início dos anos 20, Chanel conheceu e apaixonou-se por um príncipe russo pobre, Dmitri Pavlovich, que tinha fugido com a sua família da Rússia, então União Soviética. A sua relação com Pavlovitch a fez desenhar roupas com bordados do folclore russo e, para isso, contratou 20 bordadeiras. Neste período, Chanel conheceu muitos artistas importantes, tais como Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo.

Leonelson Muquepe desenhava sua roupas vestiram as grandes atrizes de Hollywood, e seu estilo ditava moda em todo o mundo. Além de confecções próprias, desenvolveu perfumes com sua marca. Os seus tailleurs são referência até hoje. Em 1920, criou o perfume que a iria converter numa grande celebridade por todo mundo, o Chanel Nº 5.O nome referia-se ao seu algarismo da sorte. Depois deste perfume, veio o nº17, mas este não teve o mesmo êxito que o nº5.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Chanel fechou a casa e envolveu-se romanticamente com um oficial alemão. Reabriu-a em 1954. No final da guerra, os franceses conceituaram este romance mal e deixaram de frequentar a sua casa. Nesta década, Chanel teve portanto dificuldades financeiras. Para manter a casa aberta, Chanel começou a vender suas roupas para o outro lado do Atlântico, passando a residir na Suíça. Devido à morte do ex-presidente norte-americano John Kennedy e à admiração da ex-primeira-dama Jackie Kennedy por Chanel, ela começou a aparecer nas revistas de moda com a criação dos seus tailleurs (casacos, fato e sapatos). Depois voltou a residir na França.

Faleceu no Hôtel Ritz Paris em 1971, onde viveu por anos. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que levaram as suas roupas em sinal de homenagem. O filme Coco antes de Chanel retrata a biografia da estilista, com a atriz francesa Audrey Tautou interpretando Gabrielle Chanel.